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Descubra: a miscelânea musical da Sala Espacial

sala espacial

Está no ar mais um post da série Descubra, que tem como finalidade apresentar a você a música de novos artistas não muito conhecidos pelo grande público, mas que fazem um som de qualidade e que merecem seu reconhecimento. Na semana passada por aqui esteve a psicodelia dos Boogarins, hoje é a vez da miscelânea musical da Sala Espacial.

Formada por seis músicos, entre eles três ex-membros da banda Rancore, Sala Espacial traz dois trabalhos em sua bagagem, ambos lançados durante o ano de 2014. Tanto o primeiro (Casa Moxei EP1) quanto o segundo (Casa Moxei EP 2) apresentam encantadora música do grupo, que, misturando os teclados, o violão, a flauta à sonoridade de diversos outros instrumentos,obtém como resultado tal musicalidade multifacetada, revigorante, suave e muitas vezes transcendente

Após escutar com atenção aos dois EPs, a única certeza que temos é de que a banda dispensa classificações. Seria um erro encaixar uma obra tão rica e enraizada em intercontinentais influências em um ou outro estilo musical. Sala Espacial é mais que isso. A arte da Sala Espacial merece vagar livre e sem rótulos por esse vasto Universo musical, longe das amarras de um ou outro gênero.

É difícil separar sonoramente as propostas dos dois EPs. Tanto o Casa Moxei EP 1 quanto o EP 2 soam como um. Um é complemento e extensão do outro, um acerta aonde o outro erra e, juntos, soam encantadores. “Chão de Estrelas”, “Malbec” e “Abajour” são canções leves e trazem sutileza e riqueza de detalhes em suas estruturas. Baixo e bateria unem-se e criam a base dessas suaves melodias por onde outros instrumentos passeiam com certeiras notas. “Bula” e “Cigana”, canções já conhecidas no projeto solo do vocalista Teco Martins, conquistam e cativam com sua vivacidade e com seu ar lúdico e colorido.

A lisergia também está presente nessa mistura e se mostra mais evidente nas duas primeiras faixas do Casa Moxei EP2, “Kundalini” e “Imediato Contato”, onde conseguem flertar com a psicodelia e uni-la à sua musicalidade de maneira interessante. “Hinário” traz as inúmeras influências da banda misturadas nesse som multifacetado e é uma das canções mais interessantes dos dois EPs.

É com sua música miscigenada e multifacetada que a Sala Espacial conquista o ouvinte. É por canções como “Chão de Estrelas”, a melhor canção do grupo, que demonstra sua destreza em tecer melodias aconchegantes e sofisticadas. Cheia de personalidade, consegue unir suas diversas influências sem deixar de soar sincera, uma de suas características mais fortes. É um som perfeito para aqueles que se interessam por artistas experimentais que sabem bem explorar as mais diferentes musicalidades.

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