Indie, Psychedelic Rock

O colorido universo musical do Pond

Ao lado do Tame Impala, o POND é hoje a banda de indie-psicodélico mais reconhecida por público e crítica e também a presente no mainstream de festivais ao redor do mundo. E as semelhanças não param por aí. Além de terem surgido da mesma cena musical, a da cidade australiana de Perth, as duas bandas ainda compartilham alguns de seus membros e o espírito tropical que dita sua música. Dando continuidade aos seus três trabalhos, POND lançou neste mês de Janeiro seu quarto álbum: Man it Feels like Space Again, e é sobre ele que falaremos hoje.

Pond-Man-It-Feels-Like-Space-Again

Com seus sintetizadores e batidas eletrônicas, o POND dá ao seu indie-psicodélico uma pegada muito mais pop, leve e descontraída. Distancia-se do som mais Rock’n’roll de bandas como Tame Impala, Boogarins e Temples, aproxima-se da musicalidade de grupos como Modooïd e GUM. Foi explorando essa sonoridade cheia de sintetizadores e batidas eletrônicas que o grupo teceu todos os seus trabalhos até aqui e Man It Feels Like Space Again não foge à regra.

“Waiting Around for Grace” abre as portas do universo musical multi-colorido e desanuviado que encontraremos a seguir. Mesmo não sendo um dos pontos altos álbum, é uma bela introdução. Em seguida vez a interessante “Elvis’ Flaming Star”, onde pela primeira vez podemos ter contato imediato com a psicodelia da banda. Contagia com sua atmosfera dançante e alegre. A junção dos vocais reverberados, dos teclados sintetizados e das batidas razoavelmente agitadas gera um ótimo resultado.

Em alguns momentos nos deparamos com uma proposta musical muito semelhante à do projeto GUM, do qual faz parte Jay Watson, um dos membros do POND. É principalmente durante “Sitting Up on Our Crane” que podemos perceber a influência de uma projeto musical em outro. Em “Holding After You” também ouvimos leves pitadas de GUM, mas não é agrada tanto quanto a anterior. Contudo, essa fórmula psych-pop de GUM é explorada à exaustão, resultando em duas canções bastante cansativas.

“Zond” e “Outside is the Right Side” são os pontos altos de Man it Feels like Space Again. A primeira passeia pela lisergia eletrônica do universo POND baseando-se em um riff simples de apenas quatro notas e explorando ao longo de seus 4min toda a psicodelia enérgica da banda. Em “Outside is the Right Side” ouvimos uma bela e contagiante canção onde à musicalidade leve da psicodelia é acrescentado um toque funky. O resultado é surpreendente, colorido, dançante e alto-astral; por isso ganha o prêmio de melhor canção.

A belíssima “Medicine Hat” é a que mais se distancia do restante do álbum com suas características acústicas e simplistas. Seu desenvolvimento é muito bem orquestrado. A princípio ouvimos apenas a velha fórmula voz e o violão, mas em instantes entram em cena os demais instrumentos, fazendo com que a canção se expanda de maneira formidável, gerando ótimo resultado. Sobre as demais faixas não há muito a dizer.

Em Man it Feels Like Space Again o POND entrega um trabalho mediano. Mesmo trazendo boas faixas como “Medicine”, “Zond” e “Outside is the Right Side” não se mostra consistente, apenas entretém. No mais, é um álbum animado e interessante, mas que não causa grandes surpresas. O álbum inteiro você pode ouvir AQUI. Nota? 3.5/5

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