Folk

O sentimentalismo envolvente de “I Love You, Honeybear”

Ainda estamos em Fevereiro, mas neste início de ano já tivemos a chance de conhecer bons lançamentos nacionais e internacionais. Entre eles está o mais novo trabalho de J. Tillman sob o pseudônimo de Father John Misty, “I Love You Honeybear”. Com sua seleção de canções que encantam com sua simplicidade, beleza e suavidade, desponta como um dos melhores lançamentos do ano até agora.

i love you honeybear

A mistura de country e folk tem como resultado uma musicalidade leve e envolvente. A beleza e a suavidade presentes em momentos como “Chateau Lobby #4 (in C for Two Virgins)”, “Nothing Good Ever Happens At The Goddamn Thirsty Crow” e “Holy Shit” são características marcantes ao longo de todo o álbum. As letras cantadas apresentam temática interessante e certa profundidade relevante, passando longe da mesmice superficial cantada por alguns artistas folk contemporâneos. Essa característica lírica agrega ainda mais valor e qualidade.

“Bored in the USA” destaca-se com seu intimismo denso e carregado, um sentimentalismo marcante alicerçado por notas de um piano frio e por um arranjo de cordas de notas tristes. “I Went To a Store One Day” apresenta características semelhantes e não foge o intimismo denso. A beleza é tamanha que chega a ser tocante.

“When You’re Smiling and Astride Me” quebra com todo o intimismo e apresenta sua atmosfera colorida e cadenciada. É a presença da bateria que faz toda a diferença não somente nesta faixa como também em outras, trazendo vivacidade e pulsação. A guitarra também se faz presente em momentos especiais, dançando pelos ouvidos com seus solos, arpejos e fills, abrilhantando tais momentos com os detalhes que acrescenta. Os vocais pincelam com suavidade cada verso cantado, cada nota solvejada. Todos esses elementos em conjunto constroem essa que é a mais bela canção do álbum.

Variando entre momentos como os citados nos parágrafos acima, Father John Misty, se assim podemos chamar J. Tillman, nos atrai para seu Universo musical e mexe com nossos sentimentos de diversas formas. É o que faz na cativante faixa título, onde temos o primeiro contato com suas propostas melódicas nesse trabalho e também em “Nothing Good Ever Happens At The Goddamn Thirsty Crow”

A dobradinha “Strange Encouter” e “The Ideial Husband” traz como fuga do intimismo frio e abatido a aposta em uma musicalidade alegre e extrovertida, onde pianos e baterias trazem toda a vivacidade necessária. “True Affection” se distancia das demais com suas batidas eletrônicas, seus sintetizadores e toda sua essência pop eletrônica, mas, mesmo assim, agrada bastante.

I Love You, Honeybear conquista do início ao fim. Sua atmosfera heterogênea abrange desde o folk sutil e intimista a coloridas e modernas canções eletrônicas. Mesmo explorando tão diferentes elementos, em momento algum deixa de soar sincero, dominando tais diferenças com propriedade e personalidade. O álbum completo você pode ouvir AQUI. NOTA? 5/5

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Um comentário sobre “O sentimentalismo envolvente de “I Love You, Honeybear”

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