Descubra, Folk

A cativante mistura do folk de Ryley Walker

Navegando pelos cantos da internet, volta e meia nos surpreendemos com o que podemos descobrir à distância de alguns cliques. A internet é um meio riquíssimo e, acima de tudo, democrático, onde podemos entrar em contato com diferentes sonoridades, vindas de diversas partes do Planeta. Foi navegando que conheci artistas como Color Humano, Songhoy Blues, Muddy Brothers e também o belíssimo folk de Ryley Walker. Ao ouvir pela primeira vez suas músicas mescladas de folk e jazz, fiquei estupefato. Nunca tinha sequer imaginado, nem em meus mais distantes devaneios musicados, uma sonoridade assim.  Foi amor à primeira música. E é de seu álbum Primrose Green que falarei neste post.

ryleywalker-primrosegreen

Esse ano tem sido excelente para a música folk. Com lançamentos como os de Sufjan Stevens, Father John Misty, etc, o gênero tem se firmado a cada ano como uma fonte de riquezas musicais, e artistas folk têm conquistado sucesso de crítica e público. Essa já é uma tendência dos últimos anos. O folk é um gênero amplo e multifacetado. Talvez por isso seja tão encantador. E como é encantador Primrose Green.

Em “Primrose Green” e “Same Minds”, primeira e terceira faixas, já somos apresentados à suavidade que impera em todo o álbum. Chama atenção a miscelânea de instrumentos sobrepostos, a voz encantadora e charmosa, a harmonia inebriante. Na atmosfera criada pela bela união de cada nota, cada acorde orbita essa voz desconcertante, cheia de vigor, força e presença.

“Summer Dress” é aonde ouvimos pela primeira vez com mais clareza do jazz nessa mistura com o folk. O contrabaixo acústico traz à sonoridade um sabor diferente, um charme, uma sofisticação que nenhum instrumento elétrico conseguiria trazer. Uma união perfeita de melodia e harmonia, uma belíssima canção.

O instrumental chama a atenção a todo momento por conta de sua grande qualidade e, em “Griffiths Bucks Blue” tem seu momento de protagonista. Nesse instrumental, que faz meus ouvidos relembrarem com saudades de Page em Led Zeppelin III, a vivacidade dos violões aqui faz com que sua presença seja marcante.

“On the Banks of the Old Kishwaukee” é o momento mais… crocante de todo o álbum. A sua suavidade é carismática, aconchegante, cativante. Os violões e a guitarra, muito bem orquestrados, dão o tom a essa belezura de canção. Já “Hide in the Roses” encerra o álbum mantendo a proposta das canções anteriores e satisfazendo os ouvidos com seu intimismo cativante.

O grande trunfo de Primrose Green é manter a consistência e não abandonar sua proposta musical em momento algum, o que cria uma identidade sonora. A sonoridade característica desenvolvida ao longo de dez faixas é brilhante, maravilhosa. Conhecer esse artista foi um privilégio. E é a novidade desse som misturado que faz com que a admiração por esse trabalho seja ainda maior. Sem dúvidas o meu álbum preferido desse primeiro semestre – desculpa aí, Kendrick Lamar. Nota? 5/5

Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s