Indie, Pop

How Big, How Blue, How Beautiful: o retorno tão esperado de Florence+The Machine

Entre os grupos famosos e bem-sucedidos do mundo da música nos últimos anos encontra-se Florence+The Machine. Desde o seu debut Lungs, em 2007, o grupo tem encantado fãs em todos os cantos do mundo. Com sua sonoridade de arranjos megalomaníacos recheados de cordas, sopros, instrumentos de percussão, vocais potentes e refrões apoteóticos, o grupo criou uma identidade musical inconfundível. Contudo, em seu mais novo trabalho, How Big, How Blue, How Beautiful, apostam em uma sonoridade mais crua, deixando de lado as harpas, violinos e os refrões apoteóticos.

how big how beautiful how blue

A faixa inicial é “Ship to Wreck”, onde já podemos perceber a diferença sonora que esse álbum apresenta. Na falta dos arranjos recheados e complexos, temos uma banda mais crua, mais direta ao ponto. Essa objetividade é o que de melhor podemos absorver dessas mudanças.  Logo em seguida, “What Kind of Man”. Ela começa em um jogo de vozes sobrepostas, que cria uma atmosfera tranquila e calma, mas que é logo quebrada pela guitarra seca, distorcida e ignorante. É uma evolução interessante e muito recorrente nas canções da banda. Tenta ser forte e pesada, mas não consegue.

O primeiro grande momento – não que sejam muitos –  está na faixa título. É aonde percebemos o papel de protagonista que a guitarra de Robert Ackroyd agora tem. Esse é um dos pontos positivos dessa mudança sonora da banda. Ao contrário dos álbuns anteriores, as guitarras são inquietas e se mostram sem timidez.  Uma canção cheia de brilho e vida, assim como “Queen of Peace”. Muito desse brilho se deve ao instrumental muito bem arranjado e aos metais, que acrescentam um charme especial. O refrão é bom, fácil e pegajoso. E quando se trata de Florence+The Machine, o refrão conta muito.

Em um álbum grande e com certos momentos ruins, algumas canções se destacam bastante. É o caso de “Various Storms & Saints” e “Long and Lost”. Sendo bem parecidas, trazem um eu-lírico cantando suas mágoas do fundo da alma, carregada de uma emoção palpável e apaixonante; numa atmosfera intimista, calma e densa.

Ao final, “Delilah” e “Mother” trazem um toque de qualidade em momento bem fraco, entre as cinco últimas faixas. Delilah é uma canção enérgica, dinâmica e animadora. Com todas suas voltas, seus altos e baixos, consegue atrair a atenção do ouvinte e levá-lo consigo para todas as direções que segue durante seus quase cinco minutos de duração. Já “Mother”, fecha o álbum com o que de melhor ele tem a oferecer:  canções guitarradas, cruas e dinâmicas em suas nuâncias.

É sempre bom quando um novo trabalho de um artista traz ao ouvinte e ao fã algumas novidades, sejam lá quais forem. Isso demonstra o desejo do artista em renovar sua arte e, assim, evoluir – seja para melhor ou pior. Contudo, essas mudanças nem sempre são sinônimo de grandes melhoras. No caso de Florence+The Machine, simplificar a sonoridade, deixar de lado o instrumental barroco e super produzido é deixar de lado uma das características mais pulsantes do grupo.

Se o que encantou em “Dog Days Are Over”, “Rabbit Heart”, “Spectrum” e outras tantas canções mais antigas foi sua singularidade, o jeito com que soam tão diferentes de tanta coisa que conhecíamos antes e viemos a conhecer depois, How Big, How Blue, How Beautiful é um pouco decepcionante. Porém, não podemos desconsiderar o seu grande feito, que foi mostrar uma nova faceta do grupo, uma faceta mais objetiva, intimista e crua.

As suas opiniões a respeito desse álbum dependeram muito da maneira com que você receberá essa mudança sonora Nota? 3.5/5

Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s